Cirurgia de Fígado em Brasília

Cirurgia do Fígado, Doenças e Tratamentos em Brasília

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O Fígado é o maior órgão do corpo representando 2% do peso total da pessoa, habitualmente tem um peso que varia de 1000 a 2000 gramas. Está situado do lado superior direito do abdome abaixo do tórax. Dentro do fígado está situada vesícula biliar e ducto hepatocolédoco que leva a bile para o duodeno (primeira porção do intestino delgado ou “fino”).

É um órgão muito complexo que é nutrido pela veia porta e artéria hepática por isso tem nutrição dupla – único órgão do corpo com essa característica. O fígado é dividido em 8 segmentos de 1 a 8 (I a VIII em romano) como os bairros de Paris isso devido a sua descrição pelo cirurgião parisiense Coinaud.

Todo sangue que chega pela artéria hepática e veia porta é drenado por três grandes veias que são respectivamente veia hepática esquerda, média e direita; estas veias dividem o fígado em setores ou ainda em lobos. Dentro dos setores existe um (por exemplo 4 a e 4b – setor medial esquerdo) ou dois segmentos (por exemplo setor lateral esquerdo correspondente aos segmentos 2 e 3). Os setores quando combinados formam os lobos (direito ou esquerdo), sendo o direito maior que está localizado a direita da veia hepática média e apresenta em média 65 % do volume do órgão e compreende os segmentos 5,6,7 e 8 (V,VI,VII e VIII), ou seja a fusão do setores anterior (segmentos 5 e 8) com o setor posterior (segmentos 6 e 7) direitos. Já o lobo esquerdo que se situa à esquerda da veia hepática média, apresenta em média 35 % do volume total do fígado e compreende os segmentos 2,3 e 4 (II, III e IV) que corresponde a fusão dos setores medial (segmentos 4a e 4b) e setor lateral (segmentos 2 e 3) esquerdos.

O segmento 1 (I) também chamado lobo caudado apresenta anatomia peculiar, com irrigação e drenagem próprias e está situado entre os dois lobos (direito e esquerdo) e ainda anterior a maior veia do corpo, a veia cava que leva o sangue dos membros inferiores e abdome para o coração e que passa dentro do fígado. Na sua porção superior a veia cava recebe todo sangue deste órgão por meio das três veias hepáticas que desaguam nela próximo ao diafragma. O fígado apresenta múltiplas funções como produção de diversas proteínas como albumina, protrombina (importante na coagulação), metabolismo de remédios e substâncias, produção de bile entre outras.

Desde o tempo dos gregos tem se sabido da capacidade de regeneração do fígado. Segundo a mitologia grega, Prometeu ao ensinar a arte do fogo aos homens sofreu um castigo de Zeus que era estar acorrentado ao Monte Caucáso onde um abutre comia seu fígado de dia e ele regenerava a noite. Devido a essa capacidade de se regenerar, a ressecção (“retirada”) de até 80 % de sua massa em indivíduos sadios, ou seja ao se deixar pelo menos 2 segmentos contínuos desde que tenham uma veia, artéria e ducto biliar para sua drenagem pode ser compatível com vida. Nos indivíduos que já foram submetidos a quimioterapia pode se retirar 70 % e nos que tem cirrose ou doenças hepáticas crônicas até 60 %. Para o cálculo do resíduo de fígado que sobrará após uma ressecção hepática, deve ser feito a volumetria por tomografia computadorizada que com ajuda de software pode-se calcular o volume total e volume da ressecção (retirada). Assim se o volume for insuficiente, pode-se realizar a embolização da veia porta (por meio de uma punção injeta-se substâncias que ocluem a veia porta) correspondente a um dos lados do fígado (habitualmente o direito) ou ligadura cirúrgica da mesma. Dessa maneira o fluxo sanguíneo desviará para outro lobo hepático levando ao seu crescimento evitando-se que ao retirar o lado com doença ocorra uma falência hepática que pode cursar com mortalidade. Na falha desse método é realizada uma cirurgia complexa chamada “ALLPS” ou ainda a combinação de ressecção de fígado e ablação por radiofrequência (veja projetos científicos na página “ResearchGate” – Sergio Renato Pais-Costa projetos científicos”) e no Google Acadêmico.