Doenças do Fígado: Abscessos Hepáticos

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Abscessos Hepáticos

Os abscessos hepáticos são divididos em dois grandes grupos respectivamente abscessos piogênicos e abscessos amebianos, o reconhecimento dessas entidades é de suma importância, haja vista que apresentam prognósticos e tratamentos diferentes. Neste capítulo, nos reservaremos a discutir os principais aspectos dos abscessos piogênicos que são de importância em relação ao tratamento cirúrgico.

Abscesso Hepático Piogênico (AHP)

Trata-se de afecção incomum, mas que cursa com alta gravidade. Sua frequência tem se elevado nas últimas décadas, talvez pela popularização dos métodos de imagem. Ocorre pela semeadura de bactérias dentro do tecido hepática levando a subsequente inflamação e formação de coleção purulenta. As causa mais comuns de invasão bacteriana hepática são: via biliar ascendente devido a infecção da bile devido a colangite ou estase biliar devido a causas malignas (tumores) ou benignas (cálculos, parasitas, etc) em torno de 46 % dos casos seguido de portal (15-25% dos casos)devido a infecções nos intestino grosso (diverticulite, apendicite, etc) ou delgado, mais raramente sua origem é desconhecida e é chamado de criptogênico. Outras causas mais raras são : arterial ( endocardite, uso de drogas injetáveis), corpo estranho, após ablação por radiofrequência ou quimioembolização para tratamento de tumores hepáticos, trauma ou extensão direta (colecistite aguda).

Apresentação Clínica

Sintomas são variáveis, mas em geral é observado, febre, calafrios, dor no lado direito do abdome, queda do estado geral e mais raramente icterícia.

Diagnóstico

Em geral é dado pelos exames de imagem tomografia e ressonância como lesão cística com densidade variável e cápsula hipervascular - contrastante após injeção contraste. Lembrar que podem haver múltiplos septos e áreas sólidas no seu interior. A punção com cultura para avaliação do tipo de bactéria é importante para o tratamento com antibióticos específicos.

Abordagem terapêutica

O tratamento do ahp mudou radicalmente nas últimas décadas, com a radiologia intervencionista, hoje 70 a 90 % dos casos são resolvidos sem cirurgia, apenas com a drenagem percutânea por imagem e antibióticos de largo espectro.

No entanto, na falha deste método ou em casos de abscessos grandes, múltiplos, com áreas sólidas e septos o tratamento é a cirurgia que apresenta neste cenário específico alta eficácia e resolutividade. A via de acesso pode ser aberta ou laparoscópica (essa última com menor morbidade, dor e complicações). A cirurgia pode ser realizada por duas técnicas: o destelhamento do abscesso (Unroofing ou Deroofing) similar ao utilizado no cisto hepático simples ou ainda mais raramente a ressecção – hepatectomia que tem bastante importância nos abscessos com áreas sólidas com destruição do tecido hepático, múltiplos ou na dúvida com câncer.