Doenças do Fígado: Câncer de Vias Biliares

Informações sobre o Câncer de Vias Biliares em Brasília

Saiba mais sobre o Câncer de Vias Biliares

O câncer de vesícula biliar é relativamente raro e ocorre mais frequentemente em mulheres idosas. Embora ocorra associação com cálculos biliares, não se sabe ao certo se a colelitíase seja uma causa de câncer de vesícula. Existem estudos em animais e humanos que levam a entender que o atrito crônico dos cálculos na vesícula (principalmente nos maiores que 2-3 cm) podem acarretar displasia (alterações das células ) e isso culminaria com o desenvolvimento de câncer. Em nossa tese de doutoramento, 100 % dos doentes com câncer de vesícula apresentavam cálculos (vide página Tese de Doutoramento – Sergio Renato Pais Costa em UNIFESP – Biblioteca Virtual ou nossos artigos no Google Acadêmico). O que pode ocorrer e está bem estabelecida na literatura ésua associação com a sequência adenoma (pólipo)-carcinoma como no câncer de intestino grosso (Colo-retal). Dessa maneira quando são observados pólipos de vesícula maiores que 1 cm ou menores que 1 cm mas com associação de cálculos biliares é recomendada a extirpação da vesícula biliar. O câncer de vesícula biliar é uma doença muito agressiva que apresenta grande capacidade de disseminação para os órgãos como fígado, peritônio, gânglios linfáticos e pulmões. Diagnóstico pode se dar por ultra-sonografia,tomografia, ressonância de abdome ou colangioressonância. Seu tratamento também depende do estádio, nesse caso o mais utilizado é o TNM-UICC (Vide TNM-UICC statment na internet). Varia desde uma simples colecistectomia que pode ser videolaparoscópica para os estádios iniciais com Tis ou T1a até cirurgias mais complexas como hepatectomia e linfadenectomia do hilo hepático (limpeza ganglionar) para casos mais avançados como T1b até T3. No câncer de vesícula o tipo de cirurgia mais aceita pelos especialistas é a cirurgia aberta por corte. Em geral, a quimioterapia e radioterapia são paliativos para casos avançados. Mas existem estudos mostrando benefício na associação desses métodos com o tratamento cirúrgico (tratamento adjuvante-complementar).

Colangiocarcinoma Hilar ou Tumor de Klatskin

O colangiocarcinoma hilar ou Tumor de Klatskin é um tumor da via biliar principal, trata-se de um tumor raro que leva esse nome pela descrição desse câncer por esse autor em 1965. É um tumor que ocorre em homens e mulheres idosas. Tem associação com infecção crônica na via biliar. Apresenta disseminação lenta, e invade fígado, vasos hepáticos e peritônio. Diagnóstico pode se dar por tomografia, ressonância de abdome ou colangioressonância. Seu tratamento curativo também depende do seu estadiamento TNM-UICC, e nos casos iniciais logicamente dependendo das condições clínicas do paciente em questão e realizado por meio de cirurgia extremamente complexa, onde habitualmente se retira uma parte do fígado hepatectomia e da via biliar, depois se faz a ligação do canal da via biliar dentro do fígado numa alça de intestino delgado além da linfadenectomia hilar ( retirada dos gânglios linfáticos da veia porta, artéria hepática e ducto hepato-colédoco). No tumor de Klatskin o tipo de cirurgia mais aceita pelos especialistas é a cirurgia aberta por corte. (Veja nossos artigos no Google Acadêmico). Em geral, a quimioterapia e radioterapia são paliativo para casos avançados. Mas existem estudos mostrando benefício na associação desses métodos com o tratamento cirúrgico (tratamento adjuvante-complementar).