Doenças do Fígado: Tumor Hemangioma (HH)

Informações sobre o Tumor Hemangioma em Brasília

Saiba mais sobre o Tumor Hemangioma (HH)

É o tumor hepático mais comum depois das metástases hepáticas, sendo o tipo benigno mais comum. Apresenta uma frequência de 5 a 20 % na população. Pode ser ùnico (60 %) dos casos ou múltiplo variando de apenas alguns milímetros até mais que 20 centímetros. Controvérsias existem a cerca da definição de hemagiomas gigantes, alguns autores consideram como 5 centimetros ou mais enquanto outros consideram 10 cm ou mais.São mais frtequentemente observados em mulheres (variando de 2 a 6 vezes maior frequência no sexo feminino) entre 30 a 50 anos de idade. Podem ser classificados em capilares (menores) ou cavernosos.

O hemangioma é composto de massas de vasos sanguíneos que são atípicos ou irregulares no seu arranjo e tamanho, com a característica de apresentar menor fluxo que o parênquima normal ("tecido hepático"). Embora sua causa seja desconhecida, provalmente tenha associação com uma má formação vascular congênita (" de nascença"). A despeito de uma associação não clara com fatores hormonais, esteróides ("anabolizantes") e estrogênios ("hormônios femininos") assim como na gravidez pode se observar um aumento do hemangioma. Os hemangiomas não se malignizam.

Achados Clínicos

A maioria dos hemangiomas são assintomáticos (não apresenta sintomas) sendo achados em exames de imagem realizados por outros motivos de forma incidental (" acidental ou por acaso"). Apenas 12 % tem sintomas, usualmente causados distensão da cápsula hepática ou compressão de estruturas adjacentes ("ao redor do tumor"). Cerca de 40 % dos indivíduos tem sintomas em hemangiomas maiores que 4 cm, mais que 90 % quando maiores que 10 cm. Sintomas incluem náuseas, vômitos,sensação de peso ou plenitude (" sentir-se cheio"), icterícia, massa palpável e dor.

A dor embora rara, pode existir devido a trombose, infarto ou hemorragia dentro da lesão. Pode ocorrer raramente insuficiência cardíaca e ocasionalmente rotura por trauma. A rotura espontânea do hemangioma é evento extremamente raro na literatura ( menos de de 50 casos descritos), porém a mortalidade é altíssima ( 60-75%). Os hemangiomas também podem estar associados a diversas Síndromes Genéticas como:Kasabach-Merrit (sangramento, queda nos níveis de plaquetas-plaquetopenia, e consumo dos elementos de coagulação coagulopatia), Blumgart-Bornman-Terblanche (processo inflamatório crônico com febre e dor abdominal), Osler-rendu-Weber, Klippel-Trenaunay- weber (múltiplos hemangiomas pelo corpo) e Von-Hippel-Lindau.

Diagnóstico

Dado por exames de imagem como Tomografia e Ressonância, ou ainda com Cintilografia com hemácias marcadas. A lesão típica apresenta sa seguintes características com administração de contraste pela tomografia: lesão apresenta menor densidade que o fígado (hipodensa) na fase sem contraste seguido de enchimento perférico (aspecto de anel ou globular) na fase arterial, com enchimento lento e progressivo da periferia da lesão na fase portal para o centro na fase portal e nas fases tardias (de equlíbrio) fica mais denso que o fígado. Na ressonância apresenta como lesão lobulada, septada, homogênea, hipontensa em T1. E altamente hiperintensa em T2. Quando admistrado contraste apresentam características similares as encontradas na tomografia. Hemangiomas pequenos, menores que 2 cm podem ser indistinguíveis de outras lesões hipervasculares inclusive malignas.

Biópsia por punção

Não é necessário biópsia por punção na grande maioria dos casos, inclusive oferece riscos como hemorragia.

Abordagem Terapêutica

Embora o tratamento efetivo do hemangioma hepático seja extirpação cirúrgica, ele é raramente indicado. As indicações de extirpação cirúrgica descritas na literatura são: paciente com sintomas, crescimento rápido da lesão, dúvida com câncer ou presença de complicações. Alguns autores tem indicado a extirpação em lesões maiores de 10 cm pela maior chance de complicações.