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Hiperplasia Nodular Focal (HNF)

Informações sobre o Lesão hepática benigna "Hiperplasia Nodular Focal" em Brasília

Saiba mais sobre o Hiperplasia Nodular Focal (HNF)

O fígado é o único órgão com capacidade regenerativa no corpo humano. Essa capacidade regenerativa torna aumentado o risco de desenvolvimento de tumores ou massas hepáticas. Enquanto a maioria das massas hepáticas se apresentam como sólidas ou císticas, as suas causas são diversas.

 

Em 1958 um patologista chamado  Hugh Edmondson foi o primeiro a descrever uma hiperplasia nodular focal (HNF) uma massa sólida benigna de origem não vascular. HNF é conhecida por ser resultante da proliferação de número de hepatócitos causado pela hipoperfusão ou hiperperfusão de artérias anômalas em um lóbulo hepático.

 

Previamente a HNF foi referida por uma variedade de sinônimos como nódulo hiperplástico solitário, cirrose focal, nódulo hiperplásico solitário e hamartoma hepático. Por causa dessa classificação indeterminada em 1994 o International Working Party do World Congresses of Gastroenterology padronizou o diagnóstico com o termo hiperplasia nodular focal se distinguindo de outras neoplasias.

 

A causa da HNF não é ainda bem definida. No entanto, é conhecido por ser uma má formação arterial no fígado. Estas más-formações acompanhadas com mudanças na perfusão, causam  uma resposta regenerativa hiperplástica do hepatócito. Interessantemente, os hepatócitos podem responder com hiperplasia após hipoperfusão ou hiperperfusão. 

 

Em adultos a HNF é a segunda neoplasia hepática benigna mais comum afligindo cerca de 8% da população. E mais comum no gênero feminino na proporção de 8: 1. Ocorre habitualmente em mulheres entre 20 a 50 anos. Embora pareça ter uma influência hormonal, isso ainda não está bem claro. Em geral são nódulos solitários com diâmetros de 4 a 8 cm. Só 3 % das lesões tem mais que 10 cm. A principal marca da HNF  é  a cicatriz central. Consiste de colágeno maduro, sobreposto por artérias aberrantes, veias e septos fibrosos formando uma pseudocapsula o qual distingue de carcinoma hepatocelular,  adenoma hepático e carcinoma fibrolamelar.

 

Por isso algumas vezes a biópsia é necessária para melhor avaliação diagnóstica. A HNF também pode ter macrófagos e Celulas de Kuppfer. Quando esses elementos (células de KUpffer, macrófagos e dutos biliares ) estiverem ausentes, a imuno histoquímica é obrigatória e pode ser positiva para a proteína glutamina sintetase, confirmando o diagnóstico de HNF.

 

A  HNF é raramente sintomática e em geral seu diagnostico é dado por exame de imagem. Quando aparecem sintomas são relacionados a efeito de massa devido a uma lesão grande ( em geral maior que 10 CM). Ruptura da lesão raramente ocorre. O diagnostico é dado por achado a tomografia computadorizada ou ressonância nuclear de abdome ou mais raramente por biópsia. O achado é de uma lesão hiperdensa, nas fases precoces arteriais com isodensidade nas fases portais. Podendo se observar a cicatriz central. Na ressonância com contraste hepatobiliar (Primovist) podemos diferenciar a HNF do adenoma hepático.

 

O tratamento é em geral a observação. No entanto, nos casos de complicação, crescimento, dúvida diagnóstica com câncer ou sintomas seu tratamento é a remoção cirúrgica. Pode-se realizar da enucleação a hepatectomias conforme o caso em questão. Podendo ser aberta ou laparoscópica.

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